S-4: personagens históricos (e "estóricos!")

O termo S-4 é a sigla que a Polícia Política de Vargas usava para referir-se a seu Setor de Arquivo. Em nossos "arquivos" você verá informações, biografias e até ficções sobre alguns dos personagens mais intrigantes da História.

A Inocência não deve vagar de noite

Final dos anos 40. O Rio de Janeiro era destino de beldades talentosas que vinham à Cidade Maravilhosa em busca do glamour dos palcos e das luzes ofuscantes dos holofotes.

Uma delas era Aidê, jovem sonhadora que desejava ser dançarina desde a infância entre as vielas e barracos do morro onde nasceu e se criou. Mais que desejo, tratava-se de uma paixão que ardia em seu peito e lhe deslumbrava os olhos quando passava pelas bancas de jornal para ver famosas e lindas dançarinas estampadas nas capas das revistas.

O que nem Aidê, nem a maioria daquelas moças desejosas de fama não imaginava, era que a Cidade Maravilhosa ocultava sob o véu de sua boêmia uma Babilônia de sons, cores e sexo.

Aidê, embora indiscutivelmente carioca tanto no nascimento quanto no sotaque – e sem duvida no jeitinho de andar – era mais uma beldade que compartilhava da ingenuidade quanto à noite do Rio. Cresceu brincando no morro e dançando na rádio do botequim que lá havia, sendo sempre protegida por sua mãe que tentou, inutilmente, lhe alertar quanto a este tipo de vida. Assim que completou dezoito anos, vestiu sua melhor roupa, passou o dia no salão de beleza com o dinheiro economizado a duras penas e desceu para as ruas da cidade.

Se a melhor roupa da jovem não passava de um vestido simples, por outro lado era uma negra irresistível. Sua pele chocolate era impecável e o corpo, esbelto, perfeitamente distribuído, cujas costas eram cobertas pelos cachos de cabelo caprichosamente cuidados. Seu rosto era delicado e seus olhos ligeiramente puxados, o que somava um ar de mistério ao seu semblante doce.

Ela não sabia ainda, mas com tamanha beleza, nem precisaria ter talento para a dança.

Só que isso ela tinha. Muito!

Assim Aidê partiu em busca de seu sonho, com uma bolsa simples e vestido mais ainda, que davam um tom rústico a sua delicada beleza.

A noite carioca esperava por ela.

Os raios do crepúsculo caiam sobre prédios históricos e modernos do centro do Rio de Janeiro. Ingenuamente, Aidê andava pelas casas de show sem saber muito bem por onde começar e que tipo de estabelecimento procurar.

Aquilo era um colírio para os olhos de malandros, malfeitores e outros patifes que circulavam pelas ruas da cidade e já davam as caras com a proximidade do anoitecer: uma moça sozinha, perdida e com jeitinho inocente.

Não demorou para que dois homens estranhos chamassem Aidê quando ela passou em frente a um dos muitos becos próximos à Praça Tiradentes. Eram dois tipos esquisitos: o de camisa listrada tinha dente de ouro e bigode enorme. O outro, de camisa com gola alta, apresentava no rosto sobrancelhas grossas bem como um nariz grande e redondo.

– Hei mocinha, o que andas a procurar? – perguntou o de bigode com sorriso maquiavélico.

Procuro alguma casa de shows. Sou dançarina! – disse ela, com amplo e infantil sorriso.

Haa, você está com sorte – falou o outro, aquele de nariz esquisito – nós somos empresários deste ramo!

Aidê exultou!

– Mesmo??

Ao mesmo tempo, próximo aquele beco, estava uma mulher vestida como uma baiana – bata perfeitamente branca, guias na mesma cor e vários talismãs e patuás pelo pescoço e pulsos. Não aparentava ter sequer trinta anos. Ela já recolhia o tabuleiro no qual vendia quindins e outros doces, quando percebeu a jovem sendo abordada pelos dois patifes no beco.

Menina, venha cá! – ordenou aquela mulher, gesticulando com uma das mãos.

Os dois homens a conheciam. Tratava-se da Mãe Ioná d’Damballaeh, uma doceira de mão cheia e sacerdotisa tão respeitada que até mesmo os policiais a deixavam em paz quando patrulhavam aquelas bandas. Convinha, portanto, não se meter com ela.

A ‘bençã’ minha mãe – disse humildemente Aidê, quando se aproximou e percebeu estar falando com uma mãe de santo. Além de linda e sonhadora, era a jovem pessoa devotada.

Deus te abençoe, minha filha – respondeu a doceira, enquanto os dois patifes foram embora pelo beco resmungando. Aidê ainda tentou olhar para trás para procurá-los, mas já tinham saído de vista.

Está perdida querida? – perguntou Ioná, sentando-se em um banquinho.

– Ah, não, não. Eu procuro uma casa de shows.

– Para que?

A resposta veio em meio a olhos que brilhavam, deslumbrados:

– Eu sou dançarina. Ou melhor, quero ser!

– Entendo. E achou que aqueles homens iriam ajudá-la?

– Não iriam?

Ioná riu.

– Precisa ter mais cuidado, querida. Em cada beco, há um perigo, em cada sombra, um segredo.

Aidê fez um biquinho devido à decepção. Ainda assim, ela era uma graça!

Deixa eu te dizer uma coisa – Ioná se levantou, tomando o tabuleiro, o banquinho e a cesta com os doces para se retirar – primeiro, você precisa se registrar na Delegacia.

Aidê ficou abismada.

– Delegacia? Por quê? Sou moça honesta e de família!

Ioná riu de novo.

– Eu imagino que sim, querida. Mas para ter qualquer profissão artística, é preciso fazer um registro na Delegacia de Jogos e Diversões. É assim com dançarinas, cantoras, palhaços, poetas, locutores, comediantes…

Aidê olhou para baixo balançando a cabeça afirmativamente, por ter aprendido algo novo.

– Entendi – disse ela.

– Ótimo. Então você fará o seguinte: durma na minha casa. Amanhã pela manhã, meu irmão te leva na Delegacia para você fazer o registro, está bem?

Aidê ficou toda empolgada:

– E depois eu posso procurar alguma Casa de Shows?

– Não qualquer casa de shows. Há muitos aproveitadores por aí. Você vai até o Hotel Império.

A mulata ficou confusa enquanto Ioná já começava a caminhar de volta para sua casa.

– Hotel Império? – perguntou Aidê.

– Sim – respondeu a doceira – no caminho eu te explico.

No dia seguinte, Aidê chegou bem cedinho à Delegacia de Jogos e Diversões. Oficialmente, o órgão se chamava Delegacia de Costumes, Tóxicos e Mistificações, e sua sigla era D.T.M. Mas ninguém sabia ou se importava com isso. Convencionou-se tanto entre policiais quanto jornalistas, boêmios e criminosos referir-se a ela como Jogos e Diversões, devido à antiga delegacia que cuidava destes assuntos e que foi absorvida pela atual DTM.

O prédio onde funcionava a delegacia era austero, em estilo positivista como alguns prédios republicanos. A fachada, agora com a pintura descascada, fora marfim antes, e na frente dela havia uma bandeira do Brasil e outra do Rio de Janeiro. Em frente da entrada, guarnecida por dois policiais fardados, viaturas pretas com detalhes brancos da Polícia Civil estavam estacionadas.

O entra e sai era intenso logo pela manhã. Acompanhada por um guarda, ela chegou até o balcão.

É aqui mesmo – disse ele, se despedindo em seguida.

Aidê esperou para ser atendida. Estava ansiosa com a demora, que nem percebeu não ser a única a esperar. Ali estava todo tipo de gente boêmia: dançarinas e cantoras vestidas conforme a moda – mas com roupas baratas e bijuterias – bufões e malabaristas irreconhecíveis em seus ternos surrados ao invés das fantasias usadas nos espetáculos e músicos com seus instrumentos a tira colo por não terem onde deixá-los. Como a demora e a ansiedade começou a incomodá-la, pôs-se por conta própria a procurar alguém que lhe mostrasse como proceder para obter o bendito registro que precisava.

Cada funcionário da delegacia mandava Aidê para um lado. Foi assim que ela explorou grande parte do primeiro andar da Delegacia. Havia um balcão de atendimento, que separava a entrada do salão principal onde cada investigador tinha uma mesa e onde divisórias de madeira separavam as salas do delegado e dos comissários. Dalí chegava-se a dois corredores: um que levava a sanitários e uma cozinha, e outro onde a sala de interrogatório, enfermaria e o estoque de munições, armas e outros equipamentos. Uma escada no canto dava ao segundo andar, onde se localizava o arquivo, laboratório, sala de reuniões e as seções especializadas.

O xadrez ficava lá nos fundos. Em sua confusão e ansiedade, quase que ela foi, por engano, parar lá.

Embora não soubesse distingui-los, Aidê também passou por vários agentes da lei. Vestindo ternos marrons, brancos ou cinza, os detetives iam para lá e para cá com papéis nas mãos, ou atendiam telefonemas em suas mesas. Segurando meliantes que acabaram de serem presos, os guardas civis, de fardas cáqui com botas e cintos negros, levavam detentos para as celas. E havia alguns membros da letal Polícia Especial, tropa de elite que orgulhava-se de sua farda e da boina vermelha na cabeça, portando metralhadoras: eram mais altos, mais fortes e pareciam sentir-se superiores aos demais, enquanto traziam um homem algemado e muito machucado.

A singela mulata bufou ao lado de uma mesa vazia devido a sua vã procura por informações. Até que suas esperanças foram reavivadas.

O que está fazendo aqui? – perguntou um homem forte, de cabelos curtos, blusão florido, bigode fino e estilo desleixado: seu distintivo estava preso por um cordão no pescoço.

Ai, desculpe! É que eu preciso tirar meu registro para ser dançarina, mas ninguém me explica direito quem procurar…

A garota parecia tão afoita e perdida que o detetive sequer cogitou que ela estivesse mentindo. Além disso, como resistir à beleza de Aidê e seu jeitinho inocente?

Sente-se ai – ordenou o detetive.

Era o dia de sorte de Aidê. “Mexendo os pauzinhos”, o policial, enfeitiçado pela beleza e maneiras da mulata, conseguiu o registro para ela. Não sei antes, é claro, convencê-la a convidá-lo para sua primeira apresentação.

O primeiro passo já fora dado. Exultante com o registro em mãos, Aidê foi até onde Ioná lhe mandou: o Hotel Império.

aide

Apesar do nome, o Hotel Império era muito mais uma casa de espetáculos que realmente um hotel. Claro, pelo menos dois de seus cinco andares eram compostos de quartos disponíveis para hospedagem. Mas era no primeiro andar um dos pontos de encontro mais badalados da boemia carioca: ali havia enorme palco, quase cinqüenta mesas e um bar. Nos fundos, os camarins. Nas laterais, banheiros e a cozinha. Uma talentosa orquestrava fazia o cabaré estremecer com samba, jazz e bolero, dando ares grandiosos aos espetáculos apresentados pelos exóticos artistas contratados pela casa.

Os outros dois andares do Hotel Império eram de outra natureza. O penúltimo, servia para o ofício das decaídas, como eram chamadas, tanto pela imprensa como pela polícia, as mulheres que se envolviam com prostituição.

A linha entre uma artista e uma decaída era, de fato, tênue. Na prática, tratava-se de condição legal, pois as mulheres que não se comportassem perdiam seu registro na Delegacia de Jogos e Diversões. Sem este registro, não poderiam fazer seus números artísticos. As regras eram claras: era proibido beber em serviço – regra mais conhecida por ser ignorada que seguida – sentar-se à mesa ou ter outros tipos de intimidade com clientes, meter-se em brigas e meretrício. Principalmente o meretrício.

Entretanto, todos as damas e malandros da cidade sabiam que regulamentos tão tênues, movidos por um conservadorismo alienado do universo noturno, eram totalmente descabidos para a vida boêmia. Na prática, serviam apenas para deixar belas mulheres nas mãos de cafetões, donos de cabarés, bicheiros e policiais sem escrúpulos: somente as mais talentosas ou afortunadas conseguiam independência financeira e uma carreira artística livre destes austeros barões da noite.

Aidê foi didaticamente instruída naquela cartilha pelo investigador cuja simpatia conquistou na delegacia. Para ela, nenhuma daquelas regras eram absurdas, afinal, não pretendia fazer nada daquilo mesmo.

No último andar do Hotel Império ficava o escritório e aposentos de Fausto, um verdadeiro mecenas da boêmia. Apesar de pagar tão mal quanto outros proprietários de dancings, tratava seus artistas – especialmente as mulheres – como realmente queriam ser tratados: como celebridades! Bastava ser realmente talentoso para obter de Fausto toda a atenção e paparicos destinados aos shows.

Mas havia uma razão para isso. Homem de meia idade com tom de voz firme, vocabulário polido e modo indefectível de se vestir, Fausto era um poeta no coração e nas letras que escrevia. Algumas das apresentações eram produções suas, cujos ensaios assistia com satisfação entre doses de uísque e tragadas do charuto cubano que sempre trazia entre os dedos.

Infelizmente, Fausto tinha inimigos poderosos. O maior de todos era também o mais recente. Neto da Lapa, o mais temido bicheiro da cidade, controlava o jogo desde o bairro que lhe empresta alcunha até São Cristovão. Mas queria mais: desejava expandir seu território para o Centro e a Cidade Nova, conectando assim todos os seus pontos dispersos. Para isso, faltava-lhe um ponto de controle que fosse, ao mesmo tempo, rentável e expressivo no submundo carioca.

O Hotel Império seria, desta forma, o principal alvo da expansão territorial de Neto da Lapa.

Mas Aidê sequer imaginava estas coisas. Queria dançar. E lá foi ela, fazer o teste para conseguir a chance que tanto sonhava.

Mas o que seria uma Casa de Shows sem artistas?

O elenco do Hotel Império era diverso. A começar pela orquestra Babilônia, formada por cinco músicos, todos eles belos, talentosos e irreverentes. Sempre garbosos em seus smokings, os rapazes tinham três paixões: a música, a bebida e, claro, as mulheres.

Como vocalistas, duas cantoras, que além de acompanhar a orquestra tinham também seus próprios shows às vezes. Uma delas era Giselle Frontim, morena de pele branca perfeita e cabelos tão lisos e negros que chegavam a refletir as luzes dos holofotes. Sua voz era sexy e aveludada, o que contrastava com o semblante imponente de rainha sempre constante em seu rosto. A outra, moça branca de cabelos pintados de loiro com predileção por roupas brancas com detalhes verdes, atendia pelo pseudônimo de Copo de Leite. Tinha um tom de voz angelical e arrebatadoramente afinado. Ninguém sabia seu nome, e o pessoal do Hotel lhe tratava por “Lê”.

O conjunto de dançarinas era composto por seis mulheres. Negras, índias, morenas, todas lindas em corpetes, espartilhos, cintas-liga, e saltos de muito brilho, cor e sensualidade. A mais curiosa delas era uma loira chamada de Paraguaia pela sua origem. Com o rosto de uma boneca e corpo arrebatadoramente farto nos locais certos, chamava a atenção também por falar português com precisão assustadora, salvo quando ficava nervosa, disparando então um irritante “portunhol”.

Claro, nem sempre o que estas artistas recebiam permitia-lhes pagar as contas e manter suas maquiagens em dia, situação que levava algumas delas a fazerem bicos por fora ou mesmo a prestarem “favores doces” para alguns espectadores mais abastados.

E, para fazer rir, havia no Hotel Império duas opções: uma era Astrogildo, homem que contava impagáveis piadas fazendo caretas com seu peculiar rosto enrugado e modo metódico de falar. Ele mesmo nunca ria durante o show, o que tornava o espetáculo ainda mais peculiar. A outra era Gargalo, palhaço que fazia a alegria de quem apreciava brincadeiras simplórias e comédia pastelão.

Era a esta trupe de artistas que Aidê pretendia juntar-se.

Fascinada pelo palco e pelas mesas diante dele – ainda que estivessem vazias e sem platéia – Aidê olhava em todas as direções, como se não acreditasse naquele momento.

Fausto estava sentado fumando seu charuto.

Então, o que você faz moça? – perguntou ele.

Eu danço.

Dança o que?

O que o senhor tocar…

Fausto riu e fez um sinal com a cabeça para o belo pianista só de camiseta branca, sem o terno. Maliciosamente, o músico emendou um samba, mudando sutilmente depois de alguns acordes para o jazz e, por fim, concluindo com sensual tango. E para a surpresa de ambos, o que contemplaram foi algo que beirou a perfeição. Aidê parecia flutuar com os pés e transpirar emoção enquanto dançava.

O dono do Hotel não pensou duas vezes:

Está contratada! Mostrem a ela o camarim – decretou o chefe.

A mulata exultava. Dava pulos de felicidade. Seu coração parecia que iria sair do peito. Não acreditava. Era seu sonho. Agora, realidade.

A semana foi toda de ensaios. Aidê adorava aquele clima. De fato, para ela tudo era novidade. Sua dedicação foi exemplar.

A apresentação seria numa noite de sábado. A jovem dançarina havia se atrasado por escolher erroneamente o bondinho para deslocar-se até o centro da cidade. Estava ansiosa para colocar o exuberante traje com o qual dançaria junto com as outras meninas. Claro, seu coração batia forte com o nervosismo de novata que era. Apressadamente entrou pela porta lateral, em um beco vigiado por um segurança de terno e, ofegante, foi direto ao camarim.

Calma menina! Tem tempo de sobra. O Gargalo ainda vai se apresentar – disse uma das dançarinas, sentada em frente ao espelho, retocando a maquiagem.

Ah! Tudo bem – falou Aidê, tentando recuperar o ar – onde está meu vestido?

– Não está aqui?

– Não…

– Hum…veja lá perto no corredor do palco, perto do camarim masculino. A menina que trabalha aqui deve ter esquecido algumas roupas ali.

Aidê agradeceu com um sorriso e correu para o local indicado, inclusive esbarrando em outras duas dançarinas que lhe chamaram a atenção.

Olha por onde anda, menina!

– Desculpe!

Conforme se aproximava da entrada que levava ao palco, onde os rapazes da orquestra Babilônia destilavam talento e irreverência, o volume da música, contagiante e ensurdecedora, tomava os ouvidos da jovem. E ali mesmo, atrás do palco, estavam penduradas as roupas das dançarinas numa armação que Aidê resolveu trazer até o camarim feminino, para poupar seu tempo e o das meninas.

A música já estava acabando. Ao mesmo tempo, a porta do camarim masculino se abriu. Era Gargalo, que estava espalhafatoso – como se espera de um palhaço – em uma combinação azul, dourado, branco e verde, além de cartola preta com detalhes nas mesmas cores.

Aidê olhou para trás, depois de ouvir a porta se abrir.

Mas, ao invés de notar um artista preparando-se para entrar no palco – com uma reza, concentração, drink, relaxamento ou qualquer coisa que o valha para aliviar a tensão – ela percebeu um homem que, debaixo da maquiagem, subitamente revirou os olhos.

Imediatamente, o palhaço caiu, após um suspiro. Parecia que sua alma deixara o corpo, indo direto para o Além.

E o grito de Aidê, que se seguiu, terminaria com todos os shows daquela noite.

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Publicado em 12 de fevereiro de 2017 por .
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